Sempre Alerta!

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"Não basta ser brasileiro, tem que ser Escoteiro!"
"O Escotismo não é uma ciência para ser estudada solenemente, nem tampouco é uma coleção de doutrinas e regras. Também não é um código militar, destinado a imprimir disciplina nos jovens e a reprimir suas individualidades. Não, o Escotismo é um alegre jogo no meio da natureza, onde adolescentes e meninos desfrutam suas aventuras juntos como irmãos, adquirindo conhecimentos, habilidades, saúde e felicidade." B.P.

Técnica Escoteira: Código Morse


Atualmente, existem vários códigos usados em telecomunicação, mas aqui, vou apresentar aquele que foi o primeiro e que é utilizado pelo radioamadores de todo o mundo.



Trata-se do Código Morse. Neste código, cada letra do alfabeto é representado pelo tempo de duração de um sinal. Um sinal longo é o que se chama de traço () e o curto, ponto (). Assim, as letras são transmitidas por traços e/ou pontos.


Tanto a transmissão como a recepção em Código Morse requer grande habilidade por parte do operador. O aprendizado deste código é indispensável ao escoteiro que deseja ingressar no radioamadorismo.


A aprendizagem do Código Morse não é difícil, mas requer constante treinamento.


No inicio do treinamento, e importante que o aprendiz interprete o som do telégrafo como se tratasse de uma linguagem, evitando pensar em função de traços e pontos. É muito útil, portanto, associar o ponto e o traço a combinação fonéticas. Assim, costuma-se atribuir ao ponto, que é um som de curta duração, a combinação "di" e ao traço, que é de duração longa, a combinação "da".


Apresento o Código Morse Internacional e as combinações fonéticas que o aluno deve associar em seu aprendizado.


Letra do
Alfabeto
Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
A • – di da
B – • • • da di di di
C – • – • da di da di
D – • • da di di
E di
F • • – • di di da di
G – – • da da di
H • • • • di di di di
I • • di di
J • – – – di da da da
K – • – da di da
L • – • • di da di di
M – – da da
N – • da di
O – – – da da da
P • – – • di da da di
Q – – • – da da di da
R • – • di da di
S • • • di di di
T da
U • • – di di da
V • • • – di di di da
W • – – di da da
X – • • – da di di da
Y – • – – da di da da
Z – – • • da da di di



Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
1 • – – – – di da da da da
2 • • – – – di di da da da
3 • • • – – di di di da da
4 • • • • – di di di di da
5 • • • • • di di di di di
6 – • • • • da di di di di
7 – – • • • da da di di di
8 – – – • • da da da di di
9 – – – – • da da da da di
0 – – – – – da da da da da



Sinais de
Pontuação
Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
Ponto (.) – – • • – – da da di di da da
Vírgula (,) • – • – • – di da di da di da
Dois Pontos (:) – – – • • • da da da di di di
Ponto de Interrogação (?) • • – – • • di di da da di di
Apóstrofe (') • – – – – • di da da da da di
Parênteses () – • – – • – da di da da di da
Traço de União (-) – • • • • – da di di di di da
Igual (=) – • • • – da di di di da
Traço de Fração (/) – • • – – da di di da da



Uma das primeiras orientações para o inicio de aprendizagem do Código Morse já está apresentado, ou seja, a de associar os pontos e traços aos sons das sílabas "da" e "di". Devemos frisar que, não é necessário, e nem conveniente, decorar os caracteres gráficos, mas saber as letras pelo som de seus sinais, de maneira semelhante àquelas em que lembramos da letra a, ao ouvir o som correspondente a esta letra.


Um segunda orientação, esta nem sempre possível, mas bastante útil, seria a de "ouvir" os caracteres transmitidos por uma pessoa que já os conheça.


No vídeo temos o som para que o leitor tenha uma noção.


Vídeo 1: Sons do Código Morse.



A próxima orientação, sugiro a divisão do código em grupos compostos por letras e números semelhantes, estudando-os por etapas. Pode-se, por exemplo, dividir o aprendizado em 7 etapas, com os caracteres agrupados como indicado:


1° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
E di
A • – di da
U • • – di di da
V • • • – di di di da
4 • • • • – di di di di da
2° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
T da
M – – da da
G – – • da da di
O – – – da da da
0 – – – – – da da da da da
3° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
I • • di di
S • • • di di di
H • • • • di di di di
5 • • • • • di di di di di
P • – – • di da da di
4° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
N – • da di
R • – • di da di
C – • – • da di da di
Y – • – – da di da da
X – • • – da di di da
5° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
D – • • da di di
Z – – • • da da di di
B – • • • da di di di
7 – – • • • da da di di di
6 – • • • • da di di di di
6° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
K – • – da di da
Q – – • – da da di da
F • • – • di di da di
L • – • • di da di di
W • – – di da da
7° Etapa
Algarismo Código
(traço e ponto)
Combinação
Fonética
J • – – – di da da da
1 • – – – – di da da da da
2 • • – – – di di da da da
3 • • • – – di di di da da
8 – – – • • da da da di di
9 – – – – • da da da da di



Vídeo 2: Sons da 1° etapa.



Vídeo 3: Sons da 2° etapa.



Vídeo 4: Sons da 3° etapa.


Vídeo 5: Sons da 4° etapa.



Vídeo 6: Sons da 5° etapa.



Vídeo 7: Sons da 6° etapa.



Vídeo 8: Sons da 7° etapa.



Assim, inicia-se o aprendizado ouvindo unicamente os caracteres relativos à primeira etapa. O instrutor (se existir) se limitará exclusivamente a transmissão desses caracteres e os repetirá o número de vezes necessários para que o escoteiro consiga memorizá-los.


Em seguida, passa-se aos caracteres da segunda etapa, repedindo-se, também, o número de vezes necessário para que o aprendiz não tenha dificuldade em identificá-los.


Neste ponto é conveniente "misturar" os caracteres das etapas já estudadas, até que não ocorram dificuldades na percepção.


O escoteiro não deve tentar aprender todas as etapas de uma só vez. Isso só causa confusão. é necessário repetir uma etapa o número de vezes que for necessário para identificar perfeitamente cada letra e número, e somente depois disso, passar para a próxima etapa.


quando o escoteiro se julgar perfeitamente em condições de identificar as letras e números, então passará a transcrevê-los diretamente para uma folha de papel. è importante que se faça mentalmente e rapidamente a tradução dos sons ("didadas") para letras e/ou números, e nunca sob a forma de pontos e/ou traços.


Convém que no inicio da prática de recepção as letras sejam transmitidas em baixa velocidade, digamos de 5 a 10 palavras por minuto. Em seguida, aumenta-se a velocidade. Um bom telegrafista é capaz de receber cerca de 30 palavras por minuto, entretanto, só se atinge essa média após alguns meses de treinamento.


Adquirido prática na recepção, o escoteiro passa à fase final que é a de transmissão de palavras e números. Para isso, usará o manipulador, transmitindo inicialmente em velocidade baixa, aumentando-a paulatinamente, até atingir cerca de 30 palavras por minuto, que é uma média considerada boa.


Aliás, a única dificuldade inicial está no treinamento motor, isto é, no movimento coordenado do dedo, pois o número de "di" e "da" corresponde a cada letra aflui à memória quase que espontaneamente.


Bons estudo e boas práticas!





Fonte:

25° Apostila Curso de Eletrônica Básica, Rádio e TV - Instituto Universal Brasileiro.











Chefe Chico
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